terça-feira, abril 03, 2007

O (Último) Primeiro Beijo

Quais são as certezas da vida? A de que nós vamos morrer, irremediavelmente, é uma delas. Será, contudo, que nós temos outras certezas em nossas vidas?
Nossa vida é tão cheia de contra gostos, desilusões, arrependimentos, de tantos maus exemplos que nós deixamos de crer que há algo aqui que seja mais sublime, algo pautado pela dignidade, cumplicidade, ou seja, uma coisa que foge totalmente dos padrões. Essa descrença é tão arraigada em nosso cotidiano que somos capazes de triturar sonhos pelo simples motivo destes “fugirem do padrão”.

Querem um exemplo?
Quando um menino de um bairro pobre de nossas cidades quando interrogado sobre o que quer ser da vida e ele responde: maestro ou qualquer outra profissão “mais letrada”. Logo o reprovamos e dizemos: Você não é capaz disso; Você não tem condição; Você é pobre; Isso é pra quem nasceu com talento.


Isto, provavelmente, se relaciona às aquelas certezas que nós precisamos ter em nossas vidas, além daquela que a morte nos propicia. Nós somos capazes de criar um apego ao cotidiano de tal maneira que ele serve como um padrão para os nossos comportamentos. Assim, é mais fácil nós nos safarmos da culpa, pois você, simplesmente, seguiu uma “convenção” e não trilhou os seus próprios caminhos. Se aconteceu algo de errado a culpa não é sua... “Você foi com a onda”.
Contudo, seguir esse caminho nem sempre é o mais adequado. Deixar o seu destino à mercê da sorte é muito arriscado e além disto, você pode não querer fazer tudo o que você sempre desejou em sua vida ou até mesmo, trilhar caminhos com os quais, no fundo, você não desejava trilhar.
Há uma outra certeza que nós podemos ter: sempre haverá o seu último primeiro beijo. O meu foi no dia 23/12/04 e, realmente, eu só pude aproveita-lo três semanas depois, entre as doses de adrenalina que eram liberadas em minha corrente sanguínea. Este beijo selou a minha vida e eu agradeço por isso, pois eu creio que se não fosse por ele, eu não estaria onde eu estou hoje e onde ainda irei chegar.
Há uma frase, que era pra ser o título desse post, que é a seguinte: “Se fosse fácil achar o caminho das pedras, tantas pedras no caminho não seria ruim”. É difícil nós acharmos os nossos caminhos, mas uma vez que nós o achamos, devemos trilha-lo com todo o nossa vontade de chegar ao fim.
Graças a Deus eu achei o meu caminho. Não propriamente o meu caminho, mas sim a minha companheira nessa “viagem que alumbra e assombra”. Nesse caminho, possivelmente, irei trilhar trilhas que irão contra as convenções sociais, mas irei, ao final do percurso, olhar para o meu passado e ter a certeza de que eu trilhei o único caminho viável para mim... Um caminho que te tem do meu lado.
Quanto à morte, ela já me deu duas certezas. A primeira é que eu vou morrer um dia, a segunda é que será depois de você por causa da enorme saudade que irei sentir dessa grande companheira, que não é uma simples namorada e uma excelentíssima futura esposa... É minha melhor amiga.

PS: Te amo, tá?

Um comentário:

CONCURSO disse...

anda mt bom pra escrever senhor...
puts a gente já combinou que eu vou primeiro e agora vc fala o contrario? Assim fico com medo...